Princesas
Pereza
Como estudar esta canção
Aprender “Princesas” são 61 entradas de nível A1+: 23 palavras em espanhol, 3 adjetivos e 35 formas verbais, todas tiradas do que a canção diz de facto. O glossário é o ponto de partida: sonrisa, bar e calada são as palavras-chave da canção. Esta canção assenta nos verbos: 35 formas diferentes contra 3 adjetivos, por isso o trabalho está na conjugação. A este nível o objetivo é reconhecer: ouves a palavra, situa-la e segues.
As palavras desta canção, em vários idiomas
Todas as palavras abaixo vêm desta canção e fomos nós que as traduzimos. Não há letra aqui: são as palavras soltas de que precisas para a acompanhar.
Vocabulário
| ES | EN | IT | FR | PT | NL | DE |
|---|---|---|---|---|---|---|
| sonrisa | smile | sorriso | sourire | sorriso | glimlach | Lächeln |
| bar | bar | bar | bar | bar | café | Kneipe |
| calada | drag | tiro | taffe | passa | trekje | Zug |
| película | film | film | film | filme |
O que esta canção te ensina
Nível · A1+
- Palavras de vocabulário
- 23
- Adjetivos
- 3
- Combos
- 16
- Expressões
- 9
- Formas verbais
- 37
- Perguntas do quiz
- 35
Contexto
Sobre a canção
«Princesas» é uma canção dos Pereza, a banda de rock de Madrid liderada por Rubén Pozo e Leiva. Faz parte de «Animales», o terceiro álbum de estúdio do grupo, lançado na primavera de 2005, e saiu como single desse disco. Juntamente com «Todo», o single seguinte, é a canção que, segundo a Wikipédia em espanhol, pôs os Pereza no mapa das rádios comerciais espanholas. Mais de vinte anos depois continua a ser o título que quase toda a gente associa à banda.
A história dos Pereza começa no final dos anos noventa em Alameda de Osuna, um bairro do leste de Madrid. Em 1998, um grupo de jovens amigos começou a juntar-se para tocar versões dos Leño, a lendária banda de rock madrilena do início dos anos oitenta. Rubén Pozo, que acabava de sair dos Buenas Noches Rose, juntou-se a eles na guitarra, e a banda deu os primeiros concertos nas salas de Malasaña. Um caçador de talentos da RCA contratou-os e o primeiro álbum, chamado simplesmente «Pereza», saiu em 2001. Com o segundo, «Algo para cantar», os Pereza passaram a ser um duo de Rubén e Leiva e andaram em digressão sem parar, com umas duzentas atuações pelas contas da própria banda e datas como banda de abertura dos Bon Jovi.
«Animales» foi um ponto de viragem. O disco foi produzido por Nigel Walker, engenheiro de som e produtor britânico que tinha trabalhado com Bob Dylan, Tom Petty e os Aerosmith, e a própria banda descreveu-o como um salto qualitativo. O som é rock elétrico com as guitarras à frente, mas com melodias claramente pop e refrões feitos para serem cantados pelo público. «Princesas» é um bom exemplo desse equilíbrio: um riff de guitarra rápido e luminoso, uma estrutura simples e um refrão que fica na memória depois de uma só audição.
A canção foi escrita por Leiva. Numa entrevista de 2025 ao podcast «El sentido de la birra», contou que a compôs com cerca de vinte e um anos, quando ainda vivia em casa dos pais, e que demorou muito pouco a terminá-la. O narrador acaba de deixar para trás uma relação e parece mais aliviado do que triste. Passa as noites a sair, a rir, a conversar com desconhecidos e a dançar, e insiste que não quer ouvir falar mais de um certo tipo de «princesa»: alguém que coleciona amantes como se fossem troféus. No fim, a antiga relação aparece como algo que já pertence ao passado.
Para quem aprende espanhol, «Princesas» é um pequeno dicionário do espanhol informal falado pelos jovens de Madrid. Usa palavras coloquiais como «chaval» (miúdo), «chorrada» (parvoíce), «flipar» (ficar pasmado), «largarse» (pôr-se a andar) e «trasnochar» (deitar-se tarde), e está cheia de perífrases verbais indispensáveis no dia a dia: «seguir» + gerúndio para algo que continua, «andar» + gerúndio para uma atividade feita de um lado para o outro, «volver a» + infinitivo para voltar a fazer algo, «ponerse a» + infinitivo para começar uma ação e «tener que» + infinitivo para uma obrigação. Mostra também o presente do conjuntivo em orações relativas que descrevem algo desejado mas ainda não encontrado (pueda, consiga, guste), vários verbos pronominais (colgarse, pararse, tomarse algo, sentirse) e o pretérito perfeito composto espanhol, «he olvidado».