Interestelar
Plutonio
- Língua
- Português
- Lançamento
- 2024
- Género
- hip-hop
- Nível
- B1+
- Pontuação de dificuldade
- 870
- Especial
- New Release
- Duração
- 3:09
Como estudar esta canção
“Interestelar” traz 45 palavras em português, 13 adjetivos e 37 formas verbais: 95 entradas de estudo no total, de nível B1+. O glossário é o ponto de partida: bloco, notas e estrela são as palavras-chave da canção. Esta canção assenta nos verbos: 37 formas diferentes contra 13 adjetivos, por isso o trabalho está na conjugação. A este nível já vais conhecer parte da lista; o resto é o que fecha a falha.
As palavras desta canção, em vários idiomas
Todas as palavras abaixo vêm desta canção e fomos nós que as traduzimos. Não há letra aqui: são as palavras soltas de que precisas para a acompanhar.
Vocabulário
| PT | EN | ES | IT | FR | NL | DE |
|---|---|---|---|---|---|---|
| bloco | pad | bloc | blocco | bloc | blok | Block |
| notas | notes | notas | appunti | notes | notities | Notizen |
| estrela | star | estrella | stella | étoile | ster | Stern |
| cometa | comet | cometa | cometa | comète |
O que esta canção te ensina
Nível · B1+
- Palavras de vocabulário
- 45
- Adjetivos
- 13
- Combos
- 11
- Expressões
- 16
- Formas verbais
- 37
- Perguntas do quiz
- 35
Contexto
Sobre a canção
«Interestelar» é uma canção de amor de hip-hop do rapper português Plutonio, um dos temas do seu álbum «Carta de Alforria», que a editora Bridgetown lançou a 8 de novembro de 2024. O videoclipe oficial saiu no YouTube quatro dias antes, a 4 de novembro, como primeira amostra do disco, com uma ligação para pré-guardar o álbum no Spotify. O tema dura pouco mais de três minutos. Segundo os créditos publicados com o vídeo, o instrumental foi produzido por Charlie Beats, a pós-produção ficou a cargo de Migz e Ariel, a mistura e a masterização de André Tavares, e a música foi gravada nos The Lx Studios.
A ideia da canção é simples e brincalhona: a sedução contada com a linguagem da astronomia e da ficção científica. O narrador apresenta-se como um visitante de outro mundo, que as pessoas à sua volta não percebem, uma estrela que fica e não um cometa que passa. À noite é um vampiro que vem roubar um coração; de dia aconselha óculos de sol para que a sua luz não encandeie ninguém. No refrão decide sair, subir para a sua nave e partir, e diz que o único sítio onde quer estar é o universo íntimo da mulher a quem canta. As imagens são ao mesmo tempo românticas e abertamente sensuais, e muitas têm um duplo sentido que o público português reconhece logo.
A segunda estrofe é uma viagem pelo sistema solar. Promete levá-la a Vénus, diz que por ela vive com a NASA e a sua equipa inteira, e imagina os dois a passear entre cometas, desde Mercúrio até Plutão. O último planeta é uma pequena piada com o seu próprio nome artístico: o plutónio é o elemento químico que recebeu o nome desse planeta. Pelo caminho surgem uma batalha entre as estrelas, uma supernova dentro da cabeça, uma física que afinal é química e uma aterragem de emergência, e no fim diz-lhe que pode esquecer o carro que chamou pela aplicação, porque é ele quem a leva na sua própria nave.
Nem todas as imagens vêm do espaço. O narrador compara-se a Romeu, mas a um Romeu com muitas Julietas; diz que sempre que lança música nova provoca um efeito borboleta; e transforma uma conhecida súplica cristã de perdão numa gabarolice sobre pessoas que não percebem quem são de verdade. Insiste também que não está cá para correr atrás de modas, porque confia no seu próprio instinto. O tema termina com uma curta passagem falada em inglês, com a voz calma de um documentário científico, a explicar o que é um buraco negro: uma zona do universo onde a matéria está tão comprimida que nada consegue sair de lá, nem sequer a luz.